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Planos odontológicos crescem no Brasil e reforçam tendência de atenção à saúde bucal

O número de beneficiários de planos odontológicos no Brasil segue crescendo. De acordo com dados divulgados em junho de 2025 pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e pelo Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), o país alcançou a marca de 34,5 milhões de beneficiários nesse modelo de plano, o que representa um aumento de 6,12% nos últimos 12 meses.

Em uma análise mais ampla, os números impressionam ainda mais: de 2017 a 2025, o crescimento foi de 60% no total de usuários de planos exclusivamente odontológicos. De acordo com o CEO da True, empresa especializada em consultoria para o setor de saúde supletiva, esse avanço é reflexo da ampliação da capilaridade da rede de atendimento e de uma maior conscientização sobre a importância da saúde bucal. “A saúde bucal deixou de ser um cuidado esporádico e passou a ser encarada como parte essencial da saúde integral. O crescimento dos planos odontológicos mostra que empresas e indivíduos estão mais atentos à prevenção e à qualidade de vida”, afirma.

A liderança no ranking por estados permanece com São Paulo, que supera os 11,5 milhões de beneficiários, seguido pelo Rio de Janeiro com 3,8 milhões e Minas Gerais com quase 3 milhões de usuários.

De coadjuvante a protagonista: a trajetória da saúde bucal no Brasil

Por muito tempo, a saúde bucal foi tratada como uma questão secundária no país, restrita a atendimentos emergenciais, ações pontuais em escolas ou campanhas isoladas de prevenção. O acesso ao dentista era limitado, tanto no público quanto no privado, e o entendimento da população sobre os impactos sistêmicos da saúde bucal na qualidade de vida e na saúde geral era escasso.

Esse cenário começou a mudar a partir dos anos 2000, com a implementação de políticas públicas que reestruturaram a saúde bucal de forma mais ampla no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Na saúde suplementar, os planos exclusivamente odontológicos demoraram mais a se consolidar como serviço essencial. Passaram a ganhar força à medida que empresas e beneficiários perceberam sua importância preventiva e a possibilidade de reduzir custos com problemas de saúde mais graves.

Cenário de oportunidades

Ceciliano pontua que esse movimento representa uma oportunidade estratégica para que as operadoras fortaleçam suas práticas internas e invistam em novos serviços. “O crescimento do setor cria o ambiente ideal para implementar métodos e políticas que avaliem e garantam a qualidade dos serviços prestados — como auditorias frequentes, programas de compliance e uso de cliente oculto. Além disso, fica evidente a oportunidade de criação de novos modelos de atendimento que fomentem ainda mais esse mercado”, destaca.

O CEO enfatiza ainda que com o crescimento contínuo da demanda e o avanço regulatório, o mercado de planos odontológicos deve manter sua curva ascendente, consolidando-se como uma das portas de entrada da população brasileira na saúde suplementar.